… e a resposta para essa pergunta é: talvez. Você também pode me perguntar como minha certeza da semana passada se tornou em uma dúvida. A mudança é bem simples, e se justifica pela análise do jogo de estréia do Brasileirão e da fatídica eliminação na Libertadores (Meu Deus, mais uma 😥 ).

Minha dúvida reside sobre a figura de apenas um homem: Zé Ricardo. A pessoa que separa o Flamengo da conquista do título de qualquer competição que estejamos jogando. Sei que o futebol é um esporte coletivo, que as glórias e desgraças devem ser repartidas entre o grupo, contudo o técnico do Flamengo consegue tomar algumas decisões que afetam de grande forma o resulto final.

Técnico com pouca paixão a beira do campo, fleumático nas entrevistas e, provavelmente, nas preleções antes dos jogos e durante os intervalos. Como seria bom ver uma entrevista com palavrões e nervosismo como são as de Felipão e Muricy. Adoraria ver um técnico que excede a linha de limitação do banco e quase invadindo o campo e se tornando um 12° jogador como é Cuca e Renato Gaúcho. Mas não, temos Zé Ricardo, uma aposta da direção do Flamengo, assim como foi com Andrade e Jaime de Almeida. Diferente do treinador atual, os dois últimos, apesar da inexperiência no papel de treinador efetivo, foram campeões. O título do Campeonato Carioca não sacia a sede de títulos da nação rubro negra.

Zé Ricardo é um técnico que escala mal o time e consegue substituir de forma ainda pior. As vezes tenho a impressão que quando acerta seja por sorte, e mais mérito da equipe. Muitos jogadores com queda de rendimento ainda figuram na lista de titulares (Arão, Gabriel e Muralha), alguns com mais experiência não vão para partida (Ederson e Mancuello). O técnico consegue “queimar” a meninada da base (Vinícius Júnior quase no fim do jogo de estréia contra um Galo pressionando, e Matheus Sávio num jogo decisivo de Libertadores). A queda de rendimento no segundo tempo é notória, algo que precisa ser consertada logo, estou cansado de empates e viradas quase no fim do jogo. Está na hora do treinador também tomar a frente das contratações do clube, fazer exigências e não autorizar qualquer contratação (Boas contratações: Renê e Trauco. Piores contratações: Berrío e Rômulo).

Está na hora de demitir Zé Ricardo? Creio que ainda não, porém como ele proceder daqui para frente é importante para ver o quanto ele aprendeu nessa última semana. Por fim, o coração clubista ainda tem esperança. Mas a razão fria faz eu desconfiar. Uma coisa estou certa, hoje o Flamengo tem um elenco melhor que aqueles de 2009 e 2013, resta a Zé Ricardo saber como tirar o melhor desse time.

Até a próxima.

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