Uma estátua para Hernanes

hernanes

Saudações são-paulinas neste Dia dos Pais… E só digo uma coisa: que dia!

Os nossos rivais corithianos são conhecidos por serem “corinthianos, maloqueiros e sofredores”, mas tenho certeza que os últimos jogos provam que somos mais sofredores que os colegas boleiros da Marginal Tietê.

Sempre me preocupo com jogos do Cruzeiro por causa da fatídica final da Copa do Brasil, mas eles sempre nos ajudam nos momentos difíceis. Tal como Sassá e seu pênalti bem mal batido.

Assim, tudo se desenhava para um breve 1 a 0 com o gol de Hernanes, líder da nossa equipe que raspou o seu bigode no estilo do ídolo Careca.

Só que a zaga falhou, Rodrigo Caio ficou com pena do Sassá e pronto. Cruzeiro 2 a 1 e o Morumbi entrou em convulsão. Convulsão essa que foi justificada por causa das infelizes declarações do nosso despresidente Leco.

Contra o desespero e a risada maligna do rebaixamento vindo da garganta da nossa diretoria, a torcida gritou: “Jucilei”. Todos menos Dorival sabiam que ele era o sidekick ideal para Hernanes, que estava sozinho na luta em campo.

E pronto: mais uma virada mágica, a esperança retorna e a moeda insiste em ficar em pé. Lutaremos contra o rebaixamento.

Hoje foi 3 a 2 para o Tricolor. Digna de estátua memorial para Hernanes. Cada jogo do returno é uma batalha.

Soneto de fim de turno na Bahia

sao paulo soneto da derrota

Acabou, Dorival,

o turno do Brasileirão

e o Tricolor vai mal

com medo da Segunda Divisão.

 

O ataque está normal,

mas a zaga é decepção.

Com Hernanes sensacional,

o meio não está regular não.

 

Agora, em jogos, faltam dezenove.

É um novo campeonato, um desafio,

a nossa prova dos nove.

 

Já que hoje ficamos por um fio,

e, a não ser que você inove,

Dorival, sentiremos, do Z4, calafrio.

 

 

Apenas com poesia para lidar com o nosso Tricolor, nobres colegas. No entanto, este gato segue acreditando…

Choque de realidade

Saudações são-paulinas

Pouco tenho a dizer nesta véspera de fim de primeiro turno do Campeonato Brasileiro do presente ano de 2017. Especialmente com o nó na garganta que aflingiu 53 mil no Morumbi e milhões no mundo a fora.

Acredito que perder não é o problema. O problema é continuar perdendo por motivos simplórios. Ora, se para a imprensa estrangeira o nosso time é o mais valioso, qual é o motivo do Z4?

Domingo, na Bahia contra o Bahia, encontraremos a resposta. Só que sempre lembro aos desavisados: este é o Clube da Fé, da Moeda que caiu em Pé. Nada é impossível.

A cambalhota do profeta Hernanes

hernanes

Saudações tricolores para todos os fiéis do profeta Hernanes!

Hoje, o Clube da Fé fez jus ao seu nome. Eu sabia desde o início quando uma das pílulas que este velho gato precisa tomar para se manter um idoso enxuto – e, olha, dar pílula para gato não é coisa fácil – caiu de pé minutos antes do jogo do nosso São Paulo Futebol Clube contra o carioca Botafogo lá na dita Cidade Maravilhosa.

Difícil resumir esse jogo a poucas e breves palavras, mas vamos lá.

Parecia que íamos ganhar. Cueva faz 1 a 0 aos dezessete minutos para nós. Falha da defesa do Botafogo. Ainda bem.

Parecia que não íamos ganhar mais. Dois minutos depois, é Bruno que falha e o Botafogo empata. Calma lá.

Parecia que íamos perder. Aos vinte e cinco minutos, quem falha é Renan Ribeiro e os outros vão vencendo. Não creio.

Parecia que não tinha mais jeito. Logo após o intervalo, o Dorival Junior inventa de colocar o Wellington Nem. Só faltava.

Parecia que teríamos esperança. Wellington Nem sofre pênalti aos vinte e um minutos do segundo tempo. Vamos lá!

Parecia que tínhamos que mudar de esporte. Cueva perdeu o pênalti. Está difícil.

Parecia que estávamos em um pesadelo. O contra-ataque após o pênalti faz Botafogo 3 a 1. Não quero mais assistir.

Eis que Hernanes dá uma risada e diz. Deixa comigo. Eu vou virar esse jogo.

Aos 39 minutos, organiza o meio para que Marcos Guilherme faça 3 a 2.

Dois minutos depois, Hernanes faz, empata e dá o sinal. Ele comemora o gol com uma cambalhota no ar. É a hora da virada, tricolores.

Aos quarenta e seis, o famoso acréscimo, do segundo tempo, Marcos Guilherme recebe um lançamento em profundidade vindo da ordem de Hernanes. É gol. Ele comemora sem acreditar e leva até um pedala do nosso líder espiritual.

Botafogo 3 x 4 São Paulo. Hoje, saímos do Z4. Hoje, o pesadelo parece acabar.

Parecia que hoje ia dar em nada. Hoje talvez seja o começo da nossa grande virada.

 

Será que agora vai?

noticias do sao paulo

Saudações são-paulinas confiantes.

Empatamos na segunda com o Grêmio com 51 mil pagantes. Agora vai?

O Hernanes treinou na terça. Agora vai?

O Leco anunciou a redução da nossa dívida na quarta. Agora vai?

Somos campeões da Taça BH com a molecada hoje, quinta. Agora vai?

Agora vai!

Estamos cheios de boas notícias, mas ainda no rebaixamento.

Estamos cheios de esperanças, mas de concreto nada temos.

Bem-vindos ao Clube da Fé. É esperar a Moeda cair de pé novamente em 2017. Esta é a síntese mais profunda da alma de um são-paulino: a confiança irrestrita pela o Tricolor!

E que venha o Botafogo!

Pratto ou o Sapo de Arubinha?

Saudações tricolores!

Todo mundo conhece a ideia de que o mundo do futebol é cheio de superstições. Normalmente, elas são vinculadas a um time em especial: o Botafogo do Rio de Janeiro. No entanto, é um companheiro deles de campeonato carioca que há o episódio mais famoso de superstição: o Vasco da Gama.

Tal como foi assunto de minidocumentário do Globo Esporte, o Vasco sofreu na mão do Sapo de Arubinha. O documentário “conta a história de uma lenda que assombrou os arredores de São Januário na década de 1930. Segundo contos da época, o jogador Arubinha, do Andaraí, teria rogado uma praga contra o Vasco, por este ter goleado seu time por 12 a 0 Após a fatídica goleada, o atleta, ajoelhado no gramado, pediu para o Gigante da Colina ficar 12 anos sem ser campeão. Para garantir, Arubinha também enterrou um sapo no estádio. O acontecimento ficou marcado durante anos como um dos responsáveis pelo jejum vascaíno. A praga chegou ao fim em 1945, quando o Vasco conquistou o Campeonato Carioca de forma invicta. Era o primeiro título do Expresso da Vitória, time que entraria para a história do cruzmaltino e do futebol brasileiro.”

No dia de hoje, contra o Vasco, o nosso São Paulo caiu na tentação de uma boa superstição. Os nossos torcedores jogaram sal grosso pelo Morumbi inteiro. Afinal, não podemos mais aguentar derrotas, especialmente em casa. Parece que deu certo.

Logo no segundo minuto de jogo, Pratto voltou a balançar as redes. Ufa! Um gol de estilo com direito a assistência do Cueva. No resto do primeiro tempo, continuamos a atacar e houve uma ironia. O criticado Wellington Nem, que tocou a bola para Cueva na hora do gol de Pratto, se lesiona. O que parece péssimo para o jogador, parece ideal para o nosso Tricolor Paulista. Afinal de contas, hoje cedo anunciamos Hernanes, o Profeta, como nosso jogador.

Sim, o Profeta voltou. Especialmente para consertar o nosso meio-campo. Mas não hoje. Atacamos bastante, mas o Vasco que dominou este setor. No entanto, tal como tivesse sob o efeito do sal grosso, o Alvinegro Luso-carioca jogou mais, porém pior.

O segundo tempo não foi diferente. Pouco a pouco, o nosso Clube da Fé foi atacando menos, mas o Vasco sendo cada vez mais efetivo. Sim, o sal grosso deu certo e Pratto, por um instante, virou o novo Arubinha do Vasco.

Final de jogo. São Paulo 1 a 0 Vasco. Ainda na zona de rebaixamento, mas o convite foi feito para o Vasco tomar o nosso lugar. Confiemos, torcedores do time da Moeda que caiu em pé!

 

Soneto para Dorival em Chapecó

dorival
Nosso técnico, por enquanto…

Pobre Dorival em Chapecó!
Em plena Arena Condá,
o São Paulo foi digno de dó
e, a vitória tricolor, não há!

Até que o time foi meió,
mas a Chape não sabe brincá.
Depois de um 0 a 0, veio o pió:
Dois gols e uma vontade de chorá!

E agora Dorival?
O que fazer agora,
já que o São Paulo continua mal.

Pelo jeito, demitir sem demora
o Ceni não foi providencial.
Quando será, da vitória, a hora?

PS: Preferi um poema a la Drummond porque só com poesia mesmo para não xingar. Saudações são-paulinas deste maior sofredor, felino que seja, pelo Clube da Fé.

Empatado ou empacado?

São Paulo
Que terrível!

Saudações tricolores!

Confesso, caros leitores deste gato literato, que estou confuso após o jogo de ontem. Que empate foi esse?

Ficamos duas vezes na frente do placar. Eles empataram. A segunda vez foi de letra até. É sério isso?

Perdemos dois pontos importantes em casa, mas subimos duas posições no Z4. Que campeonato brasileiro é esse?

Dorival estreiou, mas tudo continua igual. Será que o problema era o Rogério Ceni mesmo?

Vamos enfrentar a Chape no domingo. É o nosso tíquete de saída do Z4. Conseguiremos vencer?

São perguntas assim que me motivam. Será que conta o lanterna ficamos empatados ou empacados? Talvez domingo teremos a resposta.

Checklist para Dorival

Há dúvidas?

Saudações são-paulinas e saúdo especialmente ao nosso novo comandante, Dorival Junior.

Seu Dorival, tudo bom com o senhor? Foi bem recebido no São Paulo anteontem? Apresentaram tudo direitinho para o senhor?

Permita nem comentar o pesadelo de domingo passado contra o seu ex-clube. Três gols de um Copete e o nosso artilheiro Pratto perdendo pênalti. O pelo deste velho gato arrepia só de lembrar. Vamos esquecer disso. O interino nem está mais conosco. Por isso mesmo, para te auxiliar, fiz esta pequena lista para o jogo de amanhã. Afinal, é a nossa final possível: nós, os penúltimos, contra o Atlético-GO, o último. Não podemos nos dar o luxo de nos transformarmos em lanternas deste tão competitivo campeonato.

1) O goleiro sabe o que faz. Proteja;
2) A defesa não sabe o que faz. Mude;
3) A lateral direita é um desastre. Reinvente;
4) A lateral esquerda é o nosso forte. Mantenha;
5) O meio-campo não é digno do próprio nome. Renove;
6) O ataque precisa de incentivo; Ajude;
7) A torcida está triste. Anime;
8) A comissão técnica está renovada. Construa;
9) O presidente está vendendo tudo mundo. Detenha;
10) O Gato do Velódromo acredita em você. Eu não preciso de retribuições. Apenas vença.

Nos vemos após o jogo. Bem-vindo novamente ao Clube da Fé

Obrigado, Ceni! Bem-vindo, Dorival!

O placar do Morumbi informa…

Saudações são-paulinas!

Após a derrota para o Flamengo e a nossa entrada provisória no temido Z4 no último domingo, este gato resolveu colocar os bigodes de molho. Não entendo mais nada. Afinal de conta, o que nos falta? O que nos resta melhorar? Que choque de realidade é necessário para o Clube da Fé acreditar em si?

O nosso presidente foi rápido e simples em sua ação junto com os seus conselheiros. É hora do sofrido adeus a Rogério Ceni. Nem que seja um até logo. Sua demissão representa um marco em quase 25 anos de São Paulo. Que torcedor tricolor já imaginou o M1to sendo convidado a sair do nosso clube?

Em seu adeus ao torcedor, no dia de hoje, Rogério deixou muito claro em sua conta oficial do Facebook: “Quem vence sem riscos, triunfa sem glórias. Esse foi o tema de minha última preleção para o time no domingo passado. Mais que apenas um tema, essa crença ecoa dentro de mim diariamente. Ela representa o que penso, acredito e sou.”

Ele, que morou nas arquibancadas do Morumbi – humilde casa do gato que vos escreve -, muito honrou o nosso clube. E deve ser sempre lembrado e uma porta sempre aberta.

Mas, agora, é hora de Dorival. E ele chega, tal como se diz, “chegando”.

Hoje mesmo, no Facebook oficial do São Paulo FC, Dorival Junior gravou um vídeo protocolar. Ele quer o São Paulo no caminho das vitórias e dos títulos. Temos certeza que o São Paulo nunca saiu dele. Ele apenas tirou uma soneca.