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A cambalhota do profeta Hernanes

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Saudações tricolores para todos os fiéis do profeta Hernanes!

Hoje, o Clube da Fé fez jus ao seu nome. Eu sabia desde o início quando uma das pílulas que este velho gato precisa tomar para se manter um idoso enxuto – e, olha, dar pílula para gato não é coisa fácil – caiu de pé minutos antes do jogo do nosso São Paulo Futebol Clube contra o carioca Botafogo lá na dita Cidade Maravilhosa.

Difícil resumir esse jogo a poucas e breves palavras, mas vamos lá.

Parecia que íamos ganhar. Cueva faz 1 a 0 aos dezessete minutos para nós. Falha da defesa do Botafogo. Ainda bem.

Parecia que não íamos ganhar mais. Dois minutos depois, é Bruno que falha e o Botafogo empata. Calma lá.

Parecia que íamos perder. Aos vinte e cinco minutos, quem falha é Renan Ribeiro e os outros vão vencendo. Não creio.

Parecia que não tinha mais jeito. Logo após o intervalo, o Dorival Junior inventa de colocar o Wellington Nem. Só faltava.

Parecia que teríamos esperança. Wellington Nem sofre pênalti aos vinte e um minutos do segundo tempo. Vamos lá!

Parecia que tínhamos que mudar de esporte. Cueva perdeu o pênalti. Está difícil.

Parecia que estávamos em um pesadelo. O contra-ataque após o pênalti faz Botafogo 3 a 1. Não quero mais assistir.

Eis que Hernanes dá uma risada e diz. Deixa comigo. Eu vou virar esse jogo.

Aos 39 minutos, organiza o meio para que Marcos Guilherme faça 3 a 2.

Dois minutos depois, Hernanes faz, empata e dá o sinal. Ele comemora o gol com uma cambalhota no ar. É a hora da virada, tricolores.

Aos quarenta e seis, o famoso acréscimo, do segundo tempo, Marcos Guilherme recebe um lançamento em profundidade vindo da ordem de Hernanes. É gol. Ele comemora sem acreditar e leva até um pedala do nosso líder espiritual.

Botafogo 3 x 4 São Paulo. Hoje, saímos do Z4. Hoje, o pesadelo parece acabar.

Parecia que hoje ia dar em nada. Hoje talvez seja o começo da nossa grande virada.

 

Rafael Duarte Oliveira Venancio

Rafael Duarte Oliveira Venancio

Nos anos 1910, o Paulistano cedeu a arquibancada do Velódromo para o Campo da Floresta. Era o começo do São Paulo, criado em 1930. No Velódromo, morava um gato, que foi na troca e que vive, até hoje, junto do Tricolor. Há quem diga que isso é invenção do Rafael Duarte Oliveira Venancio, mas nunca foi provado.
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Rafael Duarte Oliveira Venancio

Nos anos 1910, o Paulistano cedeu a arquibancada do Velódromo para o Campo da Floresta. Era o começo do São Paulo, criado em 1930. No Velódromo, morava um gato, que foi na troca e que vive, até hoje, junto do Tricolor. Há quem diga que isso é invenção do Rafael Duarte Oliveira Venancio, mas nunca foi provado.