Pratto ou o Sapo de Arubinha?

Saudações tricolores!

Todo mundo conhece a ideia de que o mundo do futebol é cheio de superstições. Normalmente, elas são vinculadas a um time em especial: o Botafogo do Rio de Janeiro. No entanto, é um companheiro deles de campeonato carioca que há o episódio mais famoso de superstição: o Vasco da Gama.

Tal como foi assunto de minidocumentário do Globo Esporte, o Vasco sofreu na mão do Sapo de Arubinha. O documentário “conta a história de uma lenda que assombrou os arredores de São Januário na década de 1930. Segundo contos da época, o jogador Arubinha, do Andaraí, teria rogado uma praga contra o Vasco, por este ter goleado seu time por 12 a 0 Após a fatídica goleada, o atleta, ajoelhado no gramado, pediu para o Gigante da Colina ficar 12 anos sem ser campeão. Para garantir, Arubinha também enterrou um sapo no estádio. O acontecimento ficou marcado durante anos como um dos responsáveis pelo jejum vascaíno. A praga chegou ao fim em 1945, quando o Vasco conquistou o Campeonato Carioca de forma invicta. Era o primeiro título do Expresso da Vitória, time que entraria para a história do cruzmaltino e do futebol brasileiro.”

No dia de hoje, contra o Vasco, o nosso São Paulo caiu na tentação de uma boa superstição. Os nossos torcedores jogaram sal grosso pelo Morumbi inteiro. Afinal, não podemos mais aguentar derrotas, especialmente em casa. Parece que deu certo.

Logo no segundo minuto de jogo, Pratto voltou a balançar as redes. Ufa! Um gol de estilo com direito a assistência do Cueva. No resto do primeiro tempo, continuamos a atacar e houve uma ironia. O criticado Wellington Nem, que tocou a bola para Cueva na hora do gol de Pratto, se lesiona. O que parece péssimo para o jogador, parece ideal para o nosso Tricolor Paulista. Afinal de contas, hoje cedo anunciamos Hernanes, o Profeta, como nosso jogador.

Sim, o Profeta voltou. Especialmente para consertar o nosso meio-campo. Mas não hoje. Atacamos bastante, mas o Vasco que dominou este setor. No entanto, tal como tivesse sob o efeito do sal grosso, o Alvinegro Luso-carioca jogou mais, porém pior.

O segundo tempo não foi diferente. Pouco a pouco, o nosso Clube da Fé foi atacando menos, mas o Vasco sendo cada vez mais efetivo. Sim, o sal grosso deu certo e Pratto, por um instante, virou o novo Arubinha do Vasco.

Final de jogo. São Paulo 1 a 0 Vasco. Ainda na zona de rebaixamento, mas o convite foi feito para o Vasco tomar o nosso lugar. Confiemos, torcedores do time da Moeda que caiu em pé!

 

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Maria Marques

Apaixonada pelo Cruzeiro desde criança, quando assistia aos jogos sentada ao chão junto ao meu pai que me ensinou a vibrar, xingar, reclamar, desistir, retornar, defender e atacar. Pra mim "Existe um grande clube na cidade​/que mora dentro do meu coração​/eu vivo cheio de vaidade​/pois na realidade é um grande campeão​"!