Agora é com você, José!

No tempo em que passou à frente do nosso grande arquirrival, Zé Ricardo provou que sabe cultivar um bom ambiente no vestiário. (Montagem: Esporte Interativo)

A última segunda-feira, dia 21, deveria ser um dia de festa e muita alegria por conta do 119º aniversário do Club de Regatas Vasco da Gama. O problema é que está difícil para a imensa torcida que já foi bem feliz ter estado de espírito para comemorar algo em um momento tão triste e conturbado na história da instituição. Ao invés de bolo e celebrações por mais um ano na história de um clube tão importante na história do esporte brasileiro – sobretudo o mais popular, o futebol –, o que marcou o dia foi uma entrevista coletiva para o anúncio da demissão do treinador Milton Mendes.

Era o desfecho mais que previsível da passagem de um técnico que, em cinco meses, acumulou atritos com os jogadores e provou não estar preparado para dirigir um time de futebol com camisa tão pesada e, acima de tudo, que vem vivenciando a sua pior década. Exceção feita aos anos de 2011 – com a conquista do título oficial da Copa do Brasil e do moral de um Brasileirão em que foi descaradamente roubado pelas arbitragens de vários jogos decisivos – e de 2012 –quando fez uma campanha belíssima na Libertadores e só foi eliminado pelo futuro campeão Corinthians porque o Diego Souza perdeu um gol inacreditável no Pacaembu –, todas as demais temporadas foram de sofrimento e vexames, culminando com três rebaixamentos à Série B.

Sai o falastrão Milton e chega um profissional também jovem e buscando afirmação no mercado do futebol brasileiro, porém com perfil exatamente oposto, primando pelo discurso sóbrio e uma expressão facial quase sempre séria e compenetrada. A imprensa sabe que não precisa aguardar do ex-rubro-negro Zé Ricardo frases de efeito nem entrevistas coletivas com declarações bombásticas ou que causem polêmicas.

Mas e a torcida? O que ela espera do novo comandante?  Nada mais do que o trivial: conquistar a confiança e o respeito dos atletas e colocá-los para jogar em uma formação que torne o Vasco uma equipe competitiva o suficiente para somar os pontos necessários para se manter a uma distância segura do maldito Z4.

Desconsiderando a campanha momentânea absurda do líder, o campeonato deste ano está sendo marcado por um equilíbrio impressionante entre a maioria das equipes. Tanto isso é verdade, que o Vasco fechou a 21ª rodada com dois pontos a mais do que o São Paulo, o primeiro integrante da faixa de degola, porém a apenas cinco de distância do Cruzeiro, o atual sexto colocado e dono provisório de uma das cobiçadas vagas para a Libertadores.

A troca de técnico, portanto, ocorre num momento chave para o Gigante da Colina definir pelo quê vai brigar na competição. Vindo de cinco partidas sem vitórias, o confronto de domingo, contra o Fluminense precisa marcar o início de uma nova fase. Não precisa ser brilhante nem com direito a uma arrancada incrível rumo ao pentacampeonato. Queremos apenas um cantinho humilde no meio da tabela para termos o direito de permanecer na elite do futebol nacional.

Este humilde escriba é mais um dentre tantos milhões de cruzmaltinos realistas e que sabem que este Vasco, comandado pelo homem que personifica o que há de mais nefasto na cartolagem, não vai “brigar nas cabeças”. O presente que peço aos deuses do futebol é simples, justo e inadiável: que Eurico Miranda e sua corja digam adeus ao Vasco, pois enquanto eles estiverem como capitães da nossa nau, o risco de naufrágio não é simplesmente grande, mas certo!

Ao Zé, ficam os votos de boas-vindas de volta ao clube com o passado mais lindo do nosso futebol. E o pedido para que não invente, sendo simples e objetivo nas suas escalações e nos seus esquemas de jogo. Que seja o início de uma parceria duradoura e que continue na próxima temporada, já com o Vasco sob o comando de um novo grupo e vislumbrando a possibilidade de voltar a fazer jus ao status de gigante.

 

#SOLADADOBACALHAU: E que o Cruzeiro cumpra o seu papel na final da Copa do Brasil! Em nome da paz nas ruas e da zoeira por conta daquele cheirinho de pipoca que tanto me agrada!!!

Hermom Dourado

Hermom Dourado

Jornalista da Universidade Federal de Uberlândia, assessor de imprensa do Esporte Clube Rio Verde na memorável campanha do rebaixamento no Goianão 2013, e a prova viva de que o hino do Flamengo é uma farsa, pois nasceu urubu e tem plena convicção de que será Vasco - e não apenas até morrer, mas - por toda a eternidade!!!
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Hermom Dourado

Jornalista da Universidade Federal de Uberlândia, assessor de imprensa do Esporte Clube Rio Verde na memorável campanha do rebaixamento no Goianão 2013, e a prova viva de que o hino do Flamengo é uma farsa, pois nasceu urubu e tem plena convicção de que será Vasco - e não apenas até morrer, mas - por toda a eternidade!!!