Cruzeiro na cabeça e Vascão no coração

Que sou completamente apaixonado por futebol não é novidade para ninguém. Como tal, um programa turístico que sempre faço questão de tentar fazer quando estou visitando uma cidade é assistir a alguma partidinha do esporte bretão. Foi assim até mesmo na minha lua-de-mel, em julho de 2008, quando estava em Natal e fui com minha amada ao Frasqueirão para conferir in loco um “belíssimo” espetáculo da Série B do Brasileirão: ABC 0x0 América-RN. Não preciso nem dizer no tamanho do sacrifício que foram aqueles 90 minutos para a Marcella, né? Digamos que foi diretamente proporcional à minha alegria por incluir nas minhas lembranças o tradicionalíssimo clássico potiguar.

Pois ontem, domingão, tive a satisfação de pela primeira vez adentrar um dos nossos maiores e mais tradicionais estádios brasileiros, o Governador Magalhães Pinto. É que estou em Belo Horizonte em uma rápida passagem para uma visita familiar e consegui viabilizar a ida ao Mineirão para ver Cruzeiro x Bahia.

E como valeu a pena! O estádio é lindo, charmoso, aconchegante e bem cuidado. Além disso, mesmo em número relativamente baixo – pouco menos de 15 mil presentes -, a torcida da Raposa deu um show. A galera fica em pé o jogo todo e posso testemunhar que não tive nenhum problema por estar vestido com uma camisa de outro time, o Vasco – por sinal, cuja torcida é aliada da do Atlético-MG -, assim como vi dois são-paulinos que estavam perto de mim e não foram importunados em nenhum momento.

Quanto à partida, a vitória cruzeirense por 1 a 0 foi justa, dado o grande domínio do time mineiro na maior parte do tempo, com direito até a um pênalti desperdiçado por Thiago Neves. O gol que garantiu os três pontos e a volta do Cruzeiro ao G6 saiu em um cabeceio do zagueiro Léo, aos 17 do segundo tempo, exatamente no momento em que eu estava num dos bares do Mineirão, comprando o meu jantar: uma saborosíssima marmita de feijão tropeiro.

Fui e voltei do estádio em paz, curtindo aquela atmosfera que tanto me agrada e participando por uma noite da torcida cruzeirense. Aliás, um ótimo ensaio para o próximo dia 27, data em que a equipe alviceleste volta àquele mesmo templo do futebol brasileiro – e de lembranças tão agradáveis para os alemães – para a disputa do último jogo da edição atual do Copa do Brasil. Como o adversário é um certo rubro-negro sem teto da capital fluminense, é óbvio que serei mais um fervoroso torcedor da Raposa. Tudo em nome da moral, dos bons costumes, da paz e da zoeira!

 

#SOLADADOBACALHAU: e o tal do Curíntia, hein? Como é revoltante ver esta rotina do apito amigo mais uma vez se repetindo e fazendo o meu sofrido e aguerrido time como vítima! Mais revoltante ainda é ver o cínico do Jô agradecendo aos céus pela “graça” de ter marcado um gol irregular. Nada cristão o seu gesto, viu, “atleta de Cristo”?

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