Dois gols em um clássico é para se agradecer de joelho, né, Roger? A zaga do Vasco, como sempre, foi uma mãezona! (Foto: Satiro Sodré/SSPress/Botafogo)

Voltei do Rio felizaço com tudo que vi e vivi durante a semana que passei por lá; daí o Vasco resolve estragar meus últimos dias de férias levando um passeio do sempre inofensivo Foguinho, pô? Chegaram a abrir 3 a 0 e só não golearam porque tiraram o pé do acelerador. E que não venham tentar que acalmar com papinho de gol de honra.

Os caras estavam há nove jogos sem ganhar do Gigante da Colina, mas atropelaram legal. Desta vez não foi nem necessário que inventassem nenhum pênalti para o nosso adversário. Ganharam com autoridade e sem passar sustos. A reclamação da Luis Fabiano de que a falta que originou o segundo gol foi invertida, pois fizeram cama de gato para o nosso zagueiro é justa. Mas se a barreira não tivesse abrido o desfecho seria outro…

Enfim, o fato é que não somamos sequer um pontinho quando nas quatro partidas que fizemos fora de São Januário e o sinal de alerta está mais do que ligado. Se continuarmos cumprindo bem o papel de mandante, ficaremos tranquilos no meio da tabela, sem sustos, porém sem brilho nenhum. O campeonato é longo e marcar pontos como visitante é fundamental para ter pretensões menos modestas do que a de simplesmente permanecer na elite do futebol brasileiro.

Isso é muito pouco para um time do tamanho e da tradição do Vasco. Nossa torcida – que segue imensa, mas não pode mais ser chamada de “tão feliz”, como diz o hino composto por Lamartine Babo – merece mais. Merece uma campanha convincente, brigando por títulos ou, no mínimo pelo direito a disputar grandes competições internacionais.

Já passou da hora de o bom técnico Milton Mendes entender que mais importante do que poder dizer que a derrota foi injusta porque o time jogou bem seria dizer que ele jogou feio pacas, mas cumpriu o objetivo, que era seguir pontuando.

#SOLADADOBACALHAU: ainda no embalo dos protestos contra o nosso presidente/ditador que testemunhei na Colina Histórica, assino embaixo das palavras do Fábio Porchat em entrevista ao programa “Aqui com Benja!”, da Fox Sports

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