Com o elenco claramente insatisfeito com o estilo de trabalho e a postura de Milton Mendes, é muito provável que o treinador seja demitido em breve; basta uma sequência curta de resultados negativos. (Foto: Facebook Vasco)

O empate insosso com a Ponte Preta, neste domingo, em Campinas, marcou o encerramento da primeiro turno do Brasileirão 2017 para o Vasco. Foi uma partida tecnicamente fraca e com as duas principais chances de tirar o zero do marcador tendo ocorrido em ataques da Macaca no primeiro tempo: Martín Silva fez milagre após um chute de Emerson Sheik e Henrique salvou em cima da linha quando Marllon já estava pronto para comemorar.

O pontinho conquistado no Moisés Lucarelli claramente era o objetivo do há tempos contestado treinador Milton Mendes. Com ele, o cruzmaltino encerra a primeira metade da competição com 24 pontos, na 12ª colocação – podendo cair para a 13ª, em caso de vitória da própria Ponte contra o Fluminense, no jogo adiado da 17ª rodada – e cinco à frente da incômoda posição hoje ocupada pelo São Paulo, abrindo o grupo dos quatro times que seriam rebaixados.

Como a projeção normalmente utilizada pelos matemáticos aponta 45 pontos como a quantidade provavelmente suficiente para fugir da degola, o Vasco vai encaminhando bem este objetivo. Mas como é triste ter que admitir que a grande meta é realmente nos mantermos na elite do futebol nacional.

Por mais que o nosso presidente-ditador utilize os microfones das entrevistas coletivas para bradar que o time vai brigar por vaga na Libertadores – ou seja, para terminar entre os seis primeiros colocados -, qualquer analista isento ou torcedor que não seja iludido sabe que o Gigante da Colina não tem força nem padrão de jogo para fazer uma campanha regular a ponto de ter este tipo de pretensão. Sendo obrigado a jogar fora de São Januário em seis das 19 partidas em que teria direito a mando de campo ao longo do campeonato – sendo que nas três primeiras cumprindo a punição conseguiu somar apenas um pontinho -, fica ainda mais evidente que a realidade deste Vasco é mesmo a modestíssima busca pelo meio da tabela.

Com Luis Fabiano no estaleiro, Nenê de castigo e Douglas já jogando na Europa, dependemos cada vez mais do talento e da inspiração da molecada para somar os 21 pontos que nos faltam. Definitivamente, é um fardo muito pesado para os ombros das nossas últimas revelações promovidas à equipe titular, como Paulinho, Paulo Vítor e Mateus Vital.

E tudo fica ainda mais complicado quando é nítido o mal estar entre os jogadores e Milton Mendes. Não fosse isso verdade, alguém teria saído em defesa do técnico após o jogo de hoje, quando o zagueiro Rodrigo o empurrou três vezes. Se Milton realmente tivesse o grupo na mão, os atletas não aceitariam tamanho desaforo e, no mínimo, iriam tirar satisfação com o ex-companheiro de time.

O fato é que – utilizando uma expressão famosa no mundo do futebol – ele “perdeu o vestiário” e não tem mais como se sustentar por muito tempo no cargo. Quando os líderes de um time decidem derrubar um treinador, não há outro desfecho possível. Basta esperar a primeira sequência de resultados negativos. E não custa lembrar que já estamos há três rodadas sem vencer.

#SOLADADOBACALHAU: sou só eu ou mais alguém por aí também está sentindo um cheirinho delicioso de pipoca quentinha pairando no ar?

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