Revelado pelas categorias de base do clube, o zagueiro foi o pior em campo e deu várias mostras que ainda não pode ser titular. (Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras)

Após o atropelamento sofrido nesta tarde de Dia das Mães, nada agradável a tarefa de escrever a minha primeira resenha sobre jogos do Vasco em mais este retorno à elite do futebol brasileiro. Óbvio que o Palmeiras era favoritaço para esta partida e, por mais que o nosso time tenha passado por uma intertemporada de três semanas, voltar para o Rio de Janeiro com um pontinho já seria um baita negócio. Mas perder assim não estava no script. A zoeira que toma conta da internet, falando até em “contagem regressiva para o quarto rebaixamento”, é sim justificável e merecida, diante do nosso limitadíssimo elenco.

Falar que 4 a 0 foi um placar mentiroso para o duelo na arena palmeirense faria sentido se fosse considerado apenas o primeiro tempo. Nos 45 minutos iniciais, de fato, o Vasco esteve em campo e equilibrou o confronto, desperdiçando ótimas chances, principalmente pelos pés do promissor volante Douglas. Faltou sorte, faltou pontaria para ele. Sobrou estupidez para o tal de Jomar, o escolhido para substituir o ex-jogador em atividade Rodrigo no nosso miolo de zaga.

É inconcebível que um atleta profissional cometa dois pênaltis totalmente desnecessários como o camisa 3 cometeu no Dudu. Não é preciso ser nenhum especialista da posição para saber que dar bote seco em um atacante rápido como aquele é fria. De duas uma: ou ele vai passar fácil por você ou vai levar a trombada e cair. Nenhuma chance de tirar a bola e anular o ataque. E o infeliz do Jomar é tão fraco, que quase fez um golaço contra ao errar um chute na hora de tentar interceptar um cruzamento.

O terceiro gol alviverde, com menos de 1 minuto na segunda etapa, sepultou qualquer possibilidade de reação na partida. A partir dali, só deu Palmeiras. E temos mais é que agradecer a São Martin Silva pela goleada ter sido “só” de 4 a 0.

Que este resultado sirva para abrir os olhos da corja que infelizmente dirige o nosso time de que, por mais bela e vitoriosa que seja a nossa história, a realidade atual é de que a nossa camisa não impõe mais tanto respeito quanto num passado não muito distante. E que o drama de um novo rebaixamento pode sim se tornar realidade, caso não sejam contratados atletas que realmente tenham condições físicas e técnicas de honrar o nosso manto. Quando será que vão aprender que medalhão em fim de carreira só serve pra inflacionar a folha de pagamento e rachar o elenco?!

A pedido do editor do Resenha Brasileirão 2017, finalizo este texto com os meus palpites para a classificação final deste certame. Para o G4, minhas fichas são as seguintes: 1º) Atlético-MG (dono de um dos melhores elencos, tem um bom técnico, time entrosado, e, como está há tanto tempo na fila, é o com mais obsessão por este título); 2º) Palmeiras; 3º) Cruzeiro; 4º) Grêmio; 5º) Flamengo (preferia que fosse para o quinto dos infernos, mas sou realista e sou obrigado a admitir que está com um time bom e competitivo, que deve sim brigar na parte de cima da tabela); 6º) Santos. Na zona maldita, arrisco que estarão: 17º) Fluminense (porque um dia eles vão ter que pagar a Segundona que estão devendo desde 2000); 18º) Ponte Preta; 19º) Avaí; 20º) Atlético-GO.

#SOLADADOBACALHAU: tenho certeza que muitos companheiros cruzmaltinos hoje pensaram com muito carinho na mãe do Jomar

 

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