Perigo cada vez mais próximo

De volta ao time após sete rodadas no estaleiro, Fabuloso mostrou a disposição de sempre, mas ainda está longe da forma ideal. (Foto: Carlos Gregório Junior/Vasco.com.br)

Analisando apenas o que foi a partida contra o Palmeiras, na tarde deste domingo, no Estádio Raulino de Oliveira, o torcedor menos atento poderia até ficar esperançoso por dias melhores e sem grandes preocupações para o Vasco no Brasileirão 2017. Jogando o futebol que o time jogou em Volta Redonda, a pontuação para se manter no meio da tabela certamente virá e não teremos que esquentar a cabeça com o tal fantasma do rebaixamento.

O problema é que as coisas não são tão simples assim e a grande verdade é que o Gigante da Colina está oscilando demais neste campeonato. Não podemos nos dar ao luxo de deixar de somar 3 pontos em uma partida como a de ontem, na qual tivemos amplo domínio das ações e criamos as melhores chances de gol. O prejuízo só não foi maior porque conseguimos achar um golzinho com o colombiano Manga Escobar, aproveitando um desvio de Jean após cobrança de escanteio de Nenê. Isso já quase aos 40 do segundo tempo e quando estávamos atrás no placar, por conta de mais uma soneca fora de hora da nossa dupla de zaga.

Não faltou luta nem vontade de ganhar, mas deixamos a desejar novamente nas finalizações. Com isso, segue a sina de balançar muito pouco as redes adversárias: apenas três vezes ao longo das últimas sete partidas, tendo passado em branco em cinco delas. Paulinho no primeiro tempo e Nenê no segundo desperdiçaram duas oportunidades preciosas.

As reaparições do próprio Nenê, do lateral-esquerdo Ramon e do centroavante Luis Fabiano na equipe e a perspectiva de que Anderson Martins finalmente possa assumir o posto de xerife dão um alento. É nas costas de atletas rodados como eles que deve pesar a responsabilidade de reconduzir o time ao caminho das vitórias, pois o jejum de quatro partidas significou a aproximação perigosíssima da faixa do Z4, que agora está a apenas três pontos abaixo de nós na tabela.

Nosso próximo oponente é o Bahia, na Fonte Nova, e este é um daqueles confrontos que valem muito mais do que os três pontos que o vencedor soma. Bater o tricolor novamente – no primeiro turno, ganhamos por 2 a 1 – significaria abrir cinco pontos sobre um concorrente direto e com as mesmas modestas pretensões de seguir na Série A em 2018. E como seria importante poder seguir para as próximas rodadas sem nenhum fantasma nos rondando!

A hora de reagir é esta. Para que a pressão não aumente e o Eurico não tenha que fazer novas promessas que sabemos perfeitamente que ele nunca irá cumprir. Fosse ele homem de palavra, já estaria morando há quase dois anos na Sibéria.

 

#SOLADADOBACALHAU: “turno novo, rotina nova”; que isto se torne realidade na noite desta quarta, em Chapecó, e que o maior Verdão do Brasil finalmente acabe com esta inacreditável série invicta do Corinthians; daí o São Paulo volta para a região da degola; a disputa pelo título fica menos monótona e a resenha, muito mais divertida!

Hermom Dourado

Hermom Dourado

Jornalista da Universidade Federal de Uberlândia, assessor de imprensa do Esporte Clube Rio Verde na memorável campanha do rebaixamento no Goianão 2013, e a prova viva de que o hino do Flamengo é uma farsa, pois nasceu urubu e tem plena convicção de que será Vasco - e não apenas até morrer, mas - por toda a eternidade!!!
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Hermom Dourado

Jornalista da Universidade Federal de Uberlândia, assessor de imprensa do Esporte Clube Rio Verde na memorável campanha do rebaixamento no Goianão 2013, e a prova viva de que o hino do Flamengo é uma farsa, pois nasceu urubu e tem plena convicção de que será Vasco - e não apenas até morrer, mas - por toda a eternidade!!!