Imagem: reprodução/YouTube

É triste admitir, mas a grande disputa na atual edição da Série A do Campeonato Brasileiro não é pelo título, e sim pelo direito de poder participar do mesmo certame na próxima temporada. Aproveitando a pausa nas emoções do Brasileirão até o dia 11 de outubro, por conta do intervalo para os dois últimos jogos das Eliminatórias Sul-americanas para a Copa 2018, peço licença para postar este texto provando que nunca antes na história deste país se viu tanto time querendo fugir do tal “fantasma do rebaixamento”.

Passadas 26 rodadas, o equilíbrio na tabela de classificação é tamanho, que o atual ocupante da oitava posição, apesar de estar apenas uma abaixo do grupo formado pelas equipes que hoje têm direito a vagas na Libertadores da América, está a uma distância menor se mudarmos o foco para o outro extremo, ou seja, a faixa dos quatro times que integram a zona de degola. Traduzindo, a matemática é a seguinte: com 34 pontos, o Atlético-PR somou cinco a menos que o Flamengo, o sétimo colocado, e quatro a mais que o Sport, o décimo sétimo.

Ao longo de todo o primeiro turno, o lanterna Atlético-GO era tido por 11 em cada 10 especialistas no assunto como carta fora do baralho e dono certo de uma das temidas vagas para a Série B do ano que vem. Porém, o time que representa a capital do meu estado faz um returno digno de aplausos, com a melhor campanha. Graças a três vitórias e um empate nos últimos cinco jogos, o rubro-negro já aparece com 25 pontos. No jargão médico, digamos que é aquele paciente que esteve por muito tempo em coma profundo, mas vem apresentando uma evolução surpreendente e, em breve, pode até ser desentubado.

Quanto ao meu Vasco, razão de ser desta coluna, sou obrigado a reconhecer que ele pegou mesmo gosto por “viver perigosamente” e não quer saber de calmaria. Assim como ocorreu em Recife na 24ª rodada, o Gigante da Colina saiu na frente logo no primeiro tempo e teve várias chances de liquidar a fatura contra a Chapecoense na tarde do último sábado, dia 30, mas não o fez e sofreu o empate novamente.

Moral da história: foram quatro pontos jogados no lixo nestas duas partidas e agora estamos apenas três pontos acima da zona maldita. O G7 está a longínquos seis pontos de distância e a triste realidade é que o nosso objetivo é mesmo simplesmente não cair outra vez.

Muito pouco para quem construiu uma história tão linda e gloriosa até 2000, quando houve as conquistas das Copas Mercosul e João Havelange, o Brasileirão daquele ano – e com um lampejo de felicidade nas temporadas de 2011 e 2012. Não teria como ser diferente, porém, por continuarmos sob o regime da ditadura mirandista, cujas características mais marcantes são a empáfia, a incompetência e a péssima gerência. E vou parar por aqui, senão entro em outros “méritos” e agorinha o processo chega.

#SOLADADOBACALHAU: dizem que o advogado que o Fluminense já foi para o aquecimento; será que finalmente vão quitar a conta da Série B, vencida desde 2000?

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