Vitalidade total

Mais avançado no sistema de jogo implantado pelo novo técnico, Mateus Vital, o “Pet”, marcou seu primeiro gol como profissional. (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

No último texto para esta coluna (leia AQUI), provei o quanto este campeonato estava divertido e imprevisível, com o meu Vasco estando exatamente na mesma distância de pontos do “céu” – o grupo das seis equipes com direito a vagas na Libertadores 2018 – e do “inferno” – a faixa da tabela de classificação em que está o quarteto que cai para a Série B. Pois eis que veio a 24ª rodada e, com ela, mais alguns ingredientes para colocar ainda mais emoção no tempero deste Brasileirão.

Contrariando o prognóstico de alguns ditos experts no assunto, o todo-poderoso Grêmio não fez valer o favoritismo diante do Gigante da Colina, mesmo em um jogo com portões fechados para o público. Não havia pressão vindo das arquibancadas, mas o mesmo não pode ser dito dos arredores de São Januário, que estavam repletos dos verdadeiros vascaínos – e não dos bandidos e vândalos que protagonizaram as cenas de selvageria que custaram a punição de seis mandos de campo. Um verdadeiro show de amor incondicional. Nada, porém, que seja surpreendente na história daquele que é o verdadeiro “time do povo”.

Na volta à  nonagenária Colina Histórica, após ter perdido duas e empatado outras duas das partidas em cumprimento à  sentença do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), e estreando o treinador “Zenedine” Ricardo, o cruzmaltino mostrou uma postura bem diferente daquela que vinha apresentando sob a batuta de Milton Mendes. Bem postado no sistema defensivo, soube anular as principais investidas do bom time gaúcho e foi de precisão cirúrgica no lance que selou a vitória, no finalzinho do primeiro tempo: cruzamento perfeito de Ramon para o carrinho certeiro de Mateus Vital, aparecendo nas costas do marcador, confundido pela boa movimentação de Wagner dentro da área.

Antes disso, Nenê já havia desperdiçado uma ótima chance, num arremate que saiu rente à  trave defendida por Marcelo Grohe. E na segunda etapa a chance mais clara de gol também foi vascaí­na, com Grohe impedindo a comemoração de Bruno Paulista.

Com duas vitórias consecutivas, subimos da ameaçadora 16ª posição para a esperançosa 8ª, voltando ao páreo pelo G6. O próximo rival, na manhã do domingo, dia 17, é o ainda lí­der disparado Corinthians, que perdeu três dos quatro jogos do segundo turno e já deixou bem claro que não é aquele bicho papão todo que a imprensa já cravava como campeão antecipado. Em Itaquera, onde vem de derrotas para Vitoria e Atlético-GO, a obrigação de vencer é toda deles. Sem dúvidas, um ótimo cenário para jogar com inteligência e dar o bote na hora certa. Exatamente a tática que eles usaram com sucesso em São Januário, no primeiro turno.

 

#SOLADADOBACALHAU: e o São Paulo, hein? Até que está jogando direitinho, com raça, apoio sensacional da torcida. Mas o time está numa draga que o vascaí­no conhece bem e o roteiro desta história costuma ter um final que só é divertido para quem está do lado de cá da zoeira…

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comentário

Maria Marques

Apaixonada pelo Cruzeiro desde criança, quando assistia aos jogos sentada ao chão junto ao meu pai que me ensinou a vibrar, xingar, reclamar, desistir, retornar, defender e atacar. Pra mim "Existe um grande clube na cidade​/que mora dentro do meu coração​/eu vivo cheio de vaidade​/pois na realidade é um grande campeão​"!