Não existe nada mais triste do que ter casa própria linda e charmosa e ser obrigado a usar uma alugada. (Foto: Hermom Dourado)

O que já era previsível se concretizou: saldo de duas derrotas nos primeiros jogos com mando de campo do Vasco que foram disputados em Volta Rodonda e com presença de torcida após a punição pelos episódios deploráveis ocorridos em São Januário na noite da derrota para o nosso maior rival, na 12ª rodada. O fato é que longe da magia do caldeirão somos um time comum e perfeitamente superável por qualquer um dos nossos 19 concorrentes neste Brasileirão.

Se contra o Atlético-PR, na última segunda-feira, o revés pode até ser considerado um resultado injusto pelo que se viu em campo – com o cruzmatino dominando as ações, sofrendo o gol numa falha bisonha do lateral Henrique, e perdendo gols de todas as formas possíveis e com o requinte de crueldade de acertar uma bola na trave no último ataque do jogo -, o mesmo não pode ser dito dos três pontos cedidos ao Cruzeiro nesta quinta.

Em mais uma atuação deplorável do nosso miolo de zaga – desta vez formado por Rafael Marques e Lucas Rocha -, a Raposa se impôs com facilidade e abriu 2 a 0 antes mesmo dos 20 minutos da primeira etapa. Arrependido de uma formação que se mostrava totalmente inofensiva, Milton Mendes decidiu partir para o tudo ou nada logo aos 26, lançando na Thalles em substituição ao fraquíssimo volante Wellington.

De nada adiantou. Assim como as entradas do estreante Andrés Ríos e de Manga Escobar no segundo tempo – respectivamente, nos lugares de Wagner e Henrique. O time alviceleste de Belo Horizonte mostrou-se superior durante toda a partida e foi recompensado com mais um golzinho aos 42 minutos, em belo lance individual de Robinho.

A torcida já perdeu a paciência com o MM e, particularmente, acho que a única chance de sobrevida dele no cargo será em caso de vitória ou pelo menos um empate convincente no jogo contra a Ponte Preta, domingo, no Moisés Lucarelli.

Por mais que o Vasco aparentemente esteja em situação cômoda na classificação, ocupando a 9ª posição, com 23 pontos, a leitura mais sensata a ser feita é uma mais preocupada com a aproximação da zona de degola. A matemática é bem clara: temos cinco pontos a menos do que o Sport, atual dono da última vaga no cobiçado G6,  e quatro a mais do que o São Paulo, o melhor pontuado entre os quatro ocupantes do sempre temido Z4.

Bater a Macaca e fechar bem o primeiro turno seria fundamental para manter uma distância de segurança daquele lugar que conhecemos tão bem e não nos traz a menor saudade. E esta é a grande missão que temos até podermos finalmente sair do merecido castigo – sofrido graças ao péssimo comportamento de vândalos imbecis que se dizem vascaínos – e voltar à Colina Histórica, o local que foi palco do primeiro jogo da série final da única edição da Libertadores vencida por um clube brasileiro exatamente no ano que ele completava 100 anos de fundação.

#SOLADADOBACALHAU: e o Nenê, hein? Será que vai pedir desculpas pela lambança que fez, jogar a chupeta longe e voltar ao time sem dar birrinha mais? Tomara!!!

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