Os capitães: no jogo contra o Atlético-GO, braçadeira começou com Luis Fabiano, passou por Nenê e terminou com o promissor Douglas. (Foto: reprodução/fan-page Vascão da Depressão)

Bem que a gente queria um futebol vistoso e uma goleada daquelas dos bons tempos para começar bem o domingo e almoçar feliz da vida. O adversário era fraquíssimo, um dos sérios candidatos ao rebaixamento, vestia um uniforme que nos traz ótimas recordações, e o jogo era no nosso caldeirão, com a torcida mais uma vez fazendo a sua parte e dando o show tradicional. Mas não conte com vida fácil para o Vasco atual.

Foi mais um dia de vitória magrinha e sofrida, graças à precisão do Nenê nas bolas paradas, e com direito a levar pressão do “Patético Goianiense” em boa parte do segundo tempo. Ciente da limitação do elenco atual, o técnico Milton Mendes não teve o menor pudor em recuar o time para tentar resolver o jogo em algum contragolpe.

A tarefa poderia ter sido menos penosa se o assoprador de apito tivesse assinalado um pênalti claro sofrido pelo Nenê aos 22 da etapa final. O problema é que parece ser proibido marcar penalidade máxima a favor do Gigante da Colina neste Brasileirão. Daí o jeito foi jogar com raça e inteligência e segurar o 1 a 0 até o último dos seis minutos de acréscimo dados pelo tal de Dyorgines José Padovani de Andrade, mais uma “belíssima” revelação do “ótimo” e “tradicionalíssimo” futebol capixaba.

Com a quinta vitória em seis jogos em São Januário, o Vasco chega aos 15 pontos e fechou a rodada na sexta colocação – graças à zebraça no jogo da noite desta segunda, quando o Botinha conseguiu perder por 2 a 0, em pleno Engenhão, para o então lanterna do campeonato, o Avaí.

É uma campanha modesta, porém digna. Olhando para a tabela de classificação, não dá para cravar palpite nenhum, pois os times estão embolados e num sobe e desce incessante a cada rodada. Os 26 pontos do líder disparado Corínthians são uma aberração total e nem mesmo o mais fanático do “bando de loucos” deve estar se iludindo com esta posição atual – o time está encaixado e tudo vem dando certo, mas não há maré de sorte que dure para sempre, e me parece mais um caso clássico de “cavalo paraguaio”.

Voltando a falar no Vasco, que é a razão de ser desta coluna, a única certeza é a de que a paciência da maioria da torcida acabou e os gritos de “fora, Eurico” são cada vez mais frequentes e em maiores níveis de decibéis. Isso independe de colocação no campeonato. É questão de bom senso e, sobretudo, de vascainidade!

#SOLADADOBACALHAU: após um longo e tenebroso inverno, eis que “Balothalles” voltou a entrar em campo; sua missão nesta partida foi simplesmente dar o pretexto que o Luis Fabiano queria para forçar um novo cartão amarelo, ao enrolar para deixar o campo e ser substituído; com isso, o Fabuloso vai cumprir a suspensão automática no jogo contra o Coritiba, fora de casa, no qual já seria poupado; já a eterna promessa terá que mostrar no Couto Pereira a mesma disposição que sempre apresentou nos bailes funks e com garfo e faca nas mãos…

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