O campeonato que interessa

Campello e Brant anunciam aliança: será que finalmente ficaremos livres da ditadura mirandista? (Foto: Esporte Interativo)

Pois bem: jogamos como time pequeno contra o arquirrival no sábado passado e conseguimos o objetivo que ficou mais do que evidente pelo que se viu no Maracanã, levar um pontinho pra São Januário e chegar aos 44 pontos, mantendo uma distância de nove pontos para o Z4 e, com isso, praticamente selando a permanência na elite do futebol nacional.

Faltando apenas mais sete partidas, o atual posto de oitavo colocado coloca o Vasco como forte candidato a uma das vagas para a Libertadores da América de 2018. Principalmente se o Grêmio conseguir conquistar a edição deste ano, pois dificilmente a equipe gaúcha vai conseguir a proeza de terminar este Brasileirão fora do grupo dos sete primeiros, o que significaria uma vaguinha caindo no colo do dono da oitava posição ao final do campeonato.

É um cenário até certo ponto surpreendente e animador para um clube que retornou à Série A levando uma goleada acachapante na primeira rodada – por 4 a 0 para o Palmeiras – e chegou a flertar com a zona da degola em alguns momentos da competição. A troca de Milton Mendes por Zé Ricardo significou a paz que o vestiário precisava e, desde então, os resultados positivos começaram a aparecer, alçando o Gigante da Colina à metade de cima da tabela e garantindo à nossa sofrida e traumatizada torcida um final de ano tranquilo, como há tempos não tínhamos.

Mas é preciso focar no campeonato que realmente interessa. Na próxima semana, mais precisamente no dia 7 de novembro, os sócios do Club de Regatas Vasco da Gama têm o compromisso mais importante deste ano, pois irá repercutir nos rumos da instituição até 2020. Nem mesmo se fôssemos pentacampeões brasileiros com uma campanha avassaladora haveria motivo maior para comemoração do que se finalmente conseguirmos extirpar do poder o grupo ditatorial centralizado na figura nefasta de Eurico Miranda.

Uma enquete postada na fan-page Vascão da Zoeira na madrugada desta terça-feira apresentou um resultado muito significativo: perguntados se preferiam ver o Vasco de volta à Libertadores ou livre de Eurico Miranda, num universo de 968 pessoas, 698 marcaram a segunda opção. Quem é vascaíno de verdade não pode ter outra opinião, pois uma alegria momentânea não pode ser mais importante do que virar de vez esta página triste da história do clube.

A semana passada terminou com as denúncias de que existiriam mais de 100 mortos aptos a votar, enquanto quase 4 mil sócios não constariam nas listas de eleitores, entre outras irregularidades. A simples suspeita deste tipo de prática já deveria ser motivo para desabonar uma candidatura. Quando se observa o histórico das eleições anteriores vencidas por Eurico, então, fica ainda mais evidente que não há como confiar neste cidadão e acreditar que mantê-lo no poder é a melhor opção para o clube.

Óbvio que não é. Júlio Brant e Alexandre Campello oficializaram a união de suas chapas e agora são quatro os candidatos à presidência. A oposição segue rachada, mas finalmente é possível vislumbrar um grupo forte se unindo para salvar o Vasco e empreender um novo modelo de gestão, atraindo patrocinadores e novos sócios – gente que, como eu, se recusa a colocar sequer um centavo nos cofres de São Januário enquanto houver risco deste suado dinheirinho virar charuto cubano.

Quando fundidas, as cores verde e amarelo dão origem ao azul. Pois que o verde de Campello e o amarelo de Brant representem o retorno da nossa nau a mares tranquilos e com aquele tom celeste que traz tanta paz e alento. A imensa torcida que já foi bem feliz confia nisso e sonha com este presente de Natal antecipado.

A Libertadores pode nos esperar por mais um ano. É preciso ter visão de futuro desde já. E não vai ser insistindo em um velho erro que voltaremos a ter dias de glória como rotina.

 

#SOLADADOBACALHAU: nunca antes na história deste país um time fez tanta força para perder um título de campeonato como o Corinthians está fazendo. Mas eita concorrência fraca e arregona, sô!

 

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