Reencontro feliz

Uma torcida que passa por tudo que a nossa passa e segue apoiando o clube merece finalmente voltar a navegar em mares tranquilos e rumo a grandes conquistas. (Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Foram seis jogos de castigo, mais de três meses sem poder contar com o apoio da torcida nos jogos como mandante na capital do Rio de Janeiro. A saudade do calor da massa era grande e se refletia na queda de rendimento nestas partidas – que até a 12ª rodada do Brasileirão 2017 era de mais de 70%, para 33% de aproveitamento entre a 13ª e a 27ª. Como não poderia ser diferente, o estrago na classificação foi tremendo e chegamos a flertar perigosamente com a Zona de Rebaixamento, que tantas péssimas recordações nos traz. Mas, como diria aquela bela canção, “chega de sofrer, chega de chorar”!

Foi um sabadão delicioso para os cruzmaltinos que estiveram no “Maraca”. Diante da equipe atualmente mais arrumadinha e regular do futebol carioca, o Botafogo, o Vasco provou que é um novo time desde que trocou de comandante pela segunda vez neste campeonato e venceu com autoridade, graças a mais uma atuação segura da defesa e a um lance iluminado do maestro Nenê – e não me venham com conversa furada de que houve alguma irregularidade naquele golaço.

Conquistamos a segunda vitória consecutiva e, se antes tínhamos que ficar mais preocupados olhando para baixo, agora podemos até sonhar com a volta à Libertadores da América, pois abrimos sete pontos de vantagem em relação à faixa da degola e estamos a apenas quatro do grupo que garante vaga na próxima edição da principal competição do continente. Zé Ricardo não é nenhum gênio e também cometeu alguns erros de estratégia que nos custaram pontinhos preciosos em algumas das últimas partidas, porém é preciso que façamos justiça e reconheçamos que há muito tempo não tínhamos um vestiário tão tranquilo e não víamos o nosso manto sagrado sendo envergado com um padrão de jogo tão sólido e consistente.

Hoje sim podemos entrar em campo contra qualquer um dos 19 adversários que disputam esta competição com a convicção de que a vitória não viria por zebra ou obra da sorte – porque por ajuda do apito sabemos perfeitamente que nunca viria mesmo. Muito pelo contrário, há que se continuar portando com as mesmas confiança e agressividade – no bom sentido do termo – que têm sido a marca deste Vasco pós-Zé.

Faltam apenas mais 10 jogos  para o desfecho da temporada. O próximo é em Goiânia contra o lanterninha cativo, o Atlético Goianiense, que até esboçou uma reação, mas parece mesmo fadado a voltar para a Segundona. Pois que o ajudemos a selar logo este destino. Ganhar de rubro-negro é sempre prazer dobrado e, neste caso, uma obrigação para quem quer ter direito a sonhar com algo mais do que um singelo papel de coadjuvante no meio da tabela.

 

#SOLADADOBACALHAU: Nenê decidiu o clássico contra o Fluminense no primeiro turno e agora o contra o Botafogo; falta apenas mais um para fechar a trinca; a cereja no bolo tem que vir no próximo dia 28. Quem sabe o primeiro pênalti a favor do Vasco neste campeonato seja marcado justamente para este gol sair na marca da cal e diante do tão badalado Diego Alves?

 

 

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